Entrevistas e Love 2011(Ou o dia em que transformei um jardim no Seu Osório)
Tamo sumido, mas tamo vivo (leia ouvindo isto, sério).
Meu último post foi lá pelas eleições, e por conta de trampo, monografia e artigos, acabei perdendo o ritmo de postar aqui, mas o lance é voltar ao ritmo…rs
Bom, como vocês sabem (ou deveriam saber, mas não sabem porque não falei aqui) eu estou fazendo várias pesquisas sobre música, cultura e tecnologia. Além de manter algumas coisas em um blog (de Adoniran a Napalm), já desenvolvi uns artigos sobre webradio em redes sociais, e conflitos de cenas musicais em redes sociais. E aí o maluco decide escrever sobre… Música Cristã Contemporânea, a.k.a. Música Gospel.
Pois bem, daí estou entrando em contato com músicos cristãos independentes, com gravadora crente, com gravadora do mundão, enfim, com vários músicos e produtores (se voce é ou conhece alguém desse setor ME AVISE, SÉRIO). O primeiro que consegui contato foi o Eduardo Mano. Como este jovem carioca iria fazer algumas apresentações em Sampa, decidimos marcar de trocar uma idéia no sábado (sábado, dia 9. No aniversário da minha belíssima cidade, Cubatão), gravar a entrevista e transcrever. Conversamos sobre música cristã nos dias de hoje, sua intersecção no mercado secular, e suas distorções ideológicas. Até aí tá firmeza, tudo feito, missão cumprida. Mas atééé chegar aí…
Bom, vamos tentar entender a DELÍCIA que se chama CIDADE DE SÃO PAULO, e a DELÍCIA que se chama NÃO ANOTAR O NOME DA RUA.
Ah sim, antes também, vamos lembrar algo pra ajudar a entender a situação: os dias que antecederam este sábado foram no mínimo terríveis. Muito stress, muita raiva, muita tensão.
Pois bem, minha programação do sábado era a seguinte:
8:00 - ir ao poupa-tempo em Santos, pegar segunda via de documento.
8:30 - ir para a rodoviária
10:00 - ir na IBAB, onde estava rolando uma programação interessante sobre cristianismo criativo
12:00 - ir para o evento, entrevistar o Eduardo, e voltar pra casa feliz e satisfeito.
Mas né, tem gente que não lembra de Tiago 4:13-15… Pra quem tem preguiça de clicar em link, aí vai:
Ouçam agora, vocês que dizem: “Hoje ou amanhã
iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos
negócios e ganharemos dinheiro”.Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã!
Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de
tempo e depois se dissipa.Ao invés disso, deveriam dizer: “Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo”.
Bom, cheguei em Santos 8:00, mas o poupa-tempo sábado só abre… as NOVE. Esperei, esperei, esperei, e esperei, e 8:50 as portas abrem. Esperei mais um pouco e já estava com o documento em mãos, mas com uma hora depois do previsto. Ok, a caminho da rodoviária, 9:30 no ônibus, chegando 11 horas e alguma coisa no metrô república, onde segundo o site do evento, era 400m do local.
Mas tinha anotado nome da rua? NÃO. Contei com minha memória. E chego diante do mapa com a seguinte lógica: “É rua General alguma coisa… ACHEI! OSÓRIO! Mas não parece tão perto…”. Mas fui até lá… depois de umas 20 perguntas, e de MUITOS METROS acho uma placa indicando o abençoado. Era próximo de uma esquina de um hotel, onde tinha 2 caras conversando. GUARDE BEM ESTE FATO. Curioso, decido perguntar pra estes dois:
-Sabe onde é o número 269 desta rua?
-Ih cara, perguntou pra pessoa errada, não somos daqui!
Bom, mesmo assim, resolvi explorar a rua, e loja de peça de motos, e mais lojas e mais lojas e vejo uma avenida que me lembrou de algo:Uns meses atrás, eu e minha igreja participamos de uma ação na área da cracolândia, onde a Junta de Missões Nacionais da CBB mantém um trabalho de ação social por lá. E ESTAVA EXATAMENTE CRUZANDO UMA AVENIDA PRÓXIMA. Lindo, achei até a cracolândia, mas não achei o local do evento!
Sem achar o abençoado do número 269, decido procurar um lugar seguro e acessar o site do evento no celular… e eis que:
RUA GENERAL JARDIM 269! Sim, mais uma trapalhada de um cidadão que quer contar com sua memória e com seus planos mirabolantes! Agora lá vamos nós procurar a rua nova.
E andei, perguntei, andei, perguntei, e comecei a pegar o trajeto, que era O MESMO que usava para ir à faculdade. Me senti um estúpido. Enfim, cheguei no lugar! E QUEM que eu deparo por lá? Sim, os 2 caras que pedi informação, o Leo e o Josafá, que tocam na Banda do Eduardo! Além deles, conheci o Wellington e o Sidney, que foi outro que mandou muito bem na entrevista!
Lições práticas pra vida, caro amigo:
1) Seus planos não são necessariamente os planos do Pai
2) E não seja estúpido, sério. Os planos dEle são muito maiores e muito melhores do que os seus.
3) Procure anotar COM ANTECEDÊNCIA informações de local
4) O mundo é muito menor do que você imagina. E com muito mais gente do que você especula.
E quanto ao evento, confesso que muitas vezes tive má vontade de algumas bandas desta “cena alternativa”que está surgindo, o que me fez nem procurar conhecer algumas. E bem, subestimei.
O show da TANLAN foi muito bom, melhor do que estava esperando, empolgante o show, músicas muito boas, eu não estava esperando tudo isso. Apogeu foi outro achado bem massa, me lembrou a GOLDEN ERA de Oficina, Fruto Sagrado e afins . Eduardo Mano, um dos poucos que já sabia das músicas foi excelente também, essa galerinha de ADORAÇÃO CONGREGACIONAL podia ter uns workshops com ele, porque olha, vocês tão tristes galeras. O mesmo vale para o pessoal do Siga o Mestre, tirando o fato que não conhecia o som deles. Infelizmente não consegui ver o Crente Crew, que foi na hora exata em que fui entrevistar o Eduardo, mas resolvi ouvir por aqui e olha, galerinha que tem futuro, expetacular em referências musicais, letras… Crombie foi bem legal, mas já teve época que curti mais… Jude Airplane… pirei! Qualquer banda que tenha um trompetista/trombonista/saxofonista/TODOS JUNTO me deixa com vontade de voltar a ter banda, isso sem contar que eles tocaram a música que foi o lema da minha semana - “Ahh!”. E sério mesmo que vou ter que falar de como foi a apresentação RELÂMPAGO do Resgate? Foi simplesmente a coisa mais linda, 5:50AM eu arrepiei, e Todo Som… Enfim, coisa linda! Espero de coração não ter esquecido de nenhuma banda.
E sim, a palavra do Marcos Botelho foi muito boa, combatendo a religiosidade tão presente no nosso meio. Precisamos enfatizar mais o amor que nosso conjunto de normas eclasiásticas cada vez mais anormal.
Mas bem, algo chato do festival que achei que deixou muito a desejar, foi quanto à sonoplastia… o som demorou MUITO pra tomar jeito, e ainda sim ficou muito longe do ideal. E tem outras coisas que acho que é mais neura minha e prefiro não comentar, por enquanto.
Aí você, garotinho juvenil, me pergunta: “E a entrevista que você fez, cadê?”. Bem, transcrevi, estou fazendo uma conferência geral, e entrevistando outros também. Todas elas irão para o meu blog sobre música.
Abaixo o trajeto descobrindo o desconhecido, rs
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