Quando o trânsito da capital é tão lindo que ele quer espalhar sua beleza pra baixo da serra (sim, gosto de títulos grandes)
Se tem algo onde a lei de Murphy nunca, mas nunca, jamais vai falhar, é no trânsito. Pode ser a coisa mais improvável do mundo, ela VAI acontecer. Quando você está lá, dirigindo ou na carona ouvindo as pérolas notícias sobre o trânsito:
“Ônibus bate em carreta na Marginal Pinheiros”
“Caminhão de cerveja colide com uma Brasília Roxa na Avenida Jânio Quadros”
Se eu ouvir na rádio “OVNI bate em Ford Ka tunado em tentativa de pouso, causando 240km de congestionamento em São Paulo”, acredite, eu não duvidarei.
“Mas onde tu quer chegar?”, perguntaria você, em um santistês maroto e moleque…Simples, caro Uótiçom:
Bom, contem com o seguinte fato que eu moro na Baixada Santista e vou 2 vezes por semana para São Paulo estudar. Logo, são frequentes subidas e decidas de serra na semana. Mas algo que também está tornando-se frequente, é trânsito, muito trânsito.
Na penúltima vez, fiquei aproximadamente 2 horas e 10 minutos, parado no meio da serra. Desço do ônibus e pergunto pro motorista:
-Que houve?
-Ah, acidente no km 42
-Ah…Estamos onde?
-km 50
CINQUENTA??? No mínimo uns 8km de pura diversão estática. Final das contas, chego quase 3 da madrugada em meu lar.
E na penúltima vez, não chegou a parar, mas foi em uma velocidade que faria Ide sentir muita, mas muita inveja. Quilômetros a frente vejo o motivo. Um caminhão entalou em outro. As gracinhas estavam tentando contrariar toda e qualquer lei da física querendo ocupar 2 corpos em 1 espaço. Coisa linda!
E porque me lembrei disso? Amanhã terei aula. E amanhã vou descer a serra.
Socorro.
(Sim, terminei um dos trabalhos. Irra!)



